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| O Processo de Bolonha |
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A implementação do Processo de Bolonha na Academia Militar teve o seu início formal em Novembro de 2003 quando, sob coordenação do Director de Ensino, foram constituídos grupos de trabalho para o acompanhamento, estudo e proposta de medidas a adoptar para a reestruturação dos cursos da Academia Militar, e determinado que os referidos estudos se desenvolvessem de forma coordenada em três grandes eixos: - Definir o perfil de competências genérico, apropriado ao desempenho do Oficial e definir o respectivo modelo de formação; - Propor planos de cursos que se enquadrassem na nova realidade do Ensino Superior, decorrente da implementação do Processo de Bolonha. - Adoptar o Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS - European Credit Transfer and Accumulation System), sustentando-o nas novas metodologias pedagógicas; Desde sempre existiu a preocupação de desenhar os curricula de forma, por um lado, a responder aos cargos e funções a desempenhar pelos futuros Oficiais do Exército e da GNR, e por outro lado, a desenvolver um conjunto de competências e atitudes analíticas e criticas face às necessidades de uma constante actualização de conhecimentos capazes de conferir uma perspectiva holística. Assim, considerou-se que: - Os Oficiais do Exército e da GNR desenvolvem a sua actividade profissional num cenário cada vez mais internacionalizado, em contexto de Forças Multinacionais no âmbito das novas missões de não guerra, com recurso a novas tecnologias, num ambiente multicultural e num cenário de grande mudança e diversidade. Por outro lado, a sua formação também tem de responder a desempenhos profissionais em ambientes complexos de potencial ou efectivo conflito. - Porque comandam pessoas, interagem socialmente, operam armas e máquinas, os Oficiais confrontam-se não só com um esforço tecnológico, como também com um exercício de humanidade. Adicionalmente, o emprego e a aplicação dos equipamentos de acordo com as técnicas e tácticas definidas pelas doutrinas militares, obriga a uma formação científica e técnica sustentada numa transversalidade de conhecimentos que se inserem nas ciências militares, nas ciências sociais e humanas e nas tecnologias. - Para o desempenho ao longo da vida profissional, é ainda imprescindível conferir competências de base que permitam uma adequada adaptação aos novos requisitos, que numa progressão natural da carreira profissional, passam por cursos de diferentes tipologias, como sejam cursos de promoção, especialização, actualização e qualificação. - Para além da formação académica existe ainda o objectivo transversal de formação global do Oficial do Exército e da GNR, o que exige uma presença constante e continuada da componente formativa ao nível comportamental. Deste modo os cursos foram estruturados de forma a garantir as competências genéricas (instrumentais, interpessoais e sistémicas) de uma formação de nível superior universitária, utilização das tecnologias, capacidade de comunicação escrita e oral, capacidade de resolução de problemas, capacidade de liderança, capacidade de trabalhar em equipa, capacidade de trabalhar em ambiente internacional e/ou multicultural, compromisso deontológico e capacidade de aprender ao longo da vida. O desenho das estruturas curriculares dos cursos ministrados na Academia Militar decorreu dos resultados de um estudo, elaborado em colaboração com o Centro de Psicologia Aplicada do Exército, com vista ao levantamento das competências genéricas e especificas dos Oficias das Aramas e Serviços do Exército. Esta nova estrutura curricular foi elaborada à luz dos princípios reguladores dos instrumentos para a criação do espaço europeu de ensino superior. A atribuição dos créditos ECTS às unidades curriculares dos planos de estudos dos cursos incluiu a participação de docentes e discentes, através de questionários que aferiram e optimizaram os princípios constantes no processo de adequação dos cursos da Academia Militar ao Processo de Bolonha, que assenta os seus alicerces na mudança do paradigma de ensino de um modelo passivo, baseado na aquisição de conhecimentos, para um modelo baseado no desenvolvimento de competências, onde a componente experimental e de projecto desempenham um papel importante. A Academia Militar vai continuar a implementar, paulatinamente, a reforma em curso, consciente das suas responsabilidades, e estimulada pela garantia da continuidade da qualidade do ensino que irá ser ministrado às futuras gerações de Oficiais do Exército e da Guarda Nacional Republicana. |